(W120/121): Reportagem - Best Cars® - Páginas da História - Mercedes-Benz Ponton

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(W120/121): Reportagem - Best Cars® - Páginas da História - Mercedes-Benz Ponton

Mensagem por Gustavo Vanesghick em Sex 17 Ago 2012, 14:42

http://bestcars.uol.com.br/ph/153b.htm

http://bestcars.uol.com.br/ph/153b-2.htm

Recuperação em grande estilo



A guerra parecia o fim para a Mercedes, mas a estrela
voltou a brilhar com a série Ponton de modelos médios


Texto: Felipe Cavalcante Bitu - Fotos: divulgação

Qual é o segredo dos alemães para serem mundialmente conhecidos por produzir alguns dos melhores automóveis? Talvez o mesmo dos japoneses: a persistência, obstinação e determinação em fabricar o que há de melhor. Ou talvez a paixão dos italianos, mestres na criação de carros feitos para acelerar com o coração.

Mas não se pode definir a Mercedes-Benz desta maneira, uma vez que ela já estava consagrada pela perfeição antes dos japoneses e já tinha carisma antes dos italianos. Talvez seja essa determinação que elevou a Alemanha ao posto de maior potência econômica da Europa, apesar de arrasada pelos bombardeios durante a Segunda Guerra Mundial e das indenizações milionárias que ainda paga por causa dos crimes cometidos durante esse período.


Os sedãs Ponton, ao lado dos cupês e conversíveis, tiveram importante papel na recuperação da Mercedes-Benz após ser quase aniquilada pelos bombardeios  

Foi essa determinação a responsável pelo renascimento da Mercedes-Benz após o conflito. Como fabricante de veículos bélicos, era um alvo estratégico para as tropas aliadas, que em setembro de 1944 promoveram um bombardeio maciço contra suas instalações, destruindo 70% da planta de Stuttgart, 85% da divisão aeronáutica em Sindelfingen, 80% da fábrica de utilitários em Gaggenau e 20% da sede em Mannheim.

A fábrica de motores aeronáuticos e motores diesel nos arredores de Berlim fora totalmente destruída. Os danos eram tão extensos que, em 1945, os diretores da Daimler-Benz chegaram a declarar o encerramento definitivo de suas atividades.


Os modelos 180 D, com um econômico e robusto motor diesel de 1,8 litro, foram muito bem-aceitos -- até hoje rodam como táxis em países do Oriente Médio!

Felizmente, a marca escapou desse trágico fim. Já em 1946 a produção era restabelecida com a fabricação de modelos anteriores à guerra, como os modelos 170 S e 170 D (diesel), carros pequenos, econômicos e de desempenho modesto, mais do que adequados para a realidade daquele momento. A produção continuou até meados de 1953, quando foram apresentados os primeiros Mercedes do pós-guerra, conhecidos popularmente como Ponton (plataformas W120 e W121).

Há muita controvérsia a respeito do apelido. A mais aceita pelos entusiastas é de que o termo pontonkarosserie seria utilizado para denominar todos os veículos de motor dianteiro e três volumes definidos, um desenho incomum para a época. O novo Mercedes era tão distinto em relação a seu antecessor que o apelido Ponton acabou se consolidando para caracterizar os modelos, fabricados entre 1953 e 1962.


Com desenho totalmente novo, comprimento de 4,45 metros e entreeixos de 2,65 metros, o modelo 180 era oferecido com um motor de quatro cilindros com válvulas laterais, 1,8 litro e 58 cv de potência bruta a 4.000 rpm, que permitia chegar a 125 km/h. Em 1957 era substituído pelo Ponton 180 A, já com comando de válvulas no cabeçote, fabricado por dois anos. O 190, introduzido em 1956, terminava também em 1959.

Nada mais era que o modelo 180 com o motor de 1,9 litro do roadster 190 SL, fabricado entre 1955 e 1963, mas com apenas um carburador simples Solex, no lugar da dupla carburação do modelo esportivo, e 84 cv a 4.800 rpm. Por fora a única diferença era um friso cromado abaixo das janelas laterais. Também era disponível o motor diesel de 1,8 litro, idêntico em diâmetro e curso ao movido a gasolina, mas com apenas 46 cv a 3.500 rpm e máxima de 110 km/h. Fazia do 180 D uma boa e popular opção como táxis — muitos ainda em uso no Líbano e na Síria.
 
Em 1959 os modelos 180 B e 190 B eram introduzidos, trazendo como novidade a adoção do subchassi dianteiro e sendo fabricados até 1962. Um teto solar Webasto de lona era disponível nas duas versões, sendo mais raro o teto solar em chapa de aço, disponível apenas para os sedãs e cupês de seis cilindros. Existiu até um picape 180 D, em 1957, seguindo o mesmo conceito de nossos modelos derivados de automóveis.

Para os colecionadores, os Pontons mais valiosos são exatamente os modelos de seis cilindros e 2,2 litros (plataformas W105 e W128). As versões começam com o 220 A, fabricado entre 1954 e 1956, substituído pelo 219, de 92 cv a 4.800 rpm, produzido até 1959, ao lado do 220 S. Este desenvolvia 112 cv a 5.000 rpm e atingia 160 km/h. Em 1958 era apresentado o 220 SE, com injeção mecânica de combustível e 130 cv. Estes dois últimos eram disponíveis como cupê ou conversível (plataforma W180).


Os Pontons eram todos fabricados em Sindelfingen, pequena cidade de apenas 23.000 habitantes durante o inicio de sua produção. Destes, 19.000 trabalhavam na fábrica da Mercedes. O produto final era exportado para 136 países, ratificando a qualidade da marca aos olhos do mundo e resgatando a imagem de sofisticação que a estrela de três pontas tivera antes da guerra.
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Gustavo Vanesghick
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