(W176): Classe A - modelo chega para rejuvenescer a marca no Brasil (Abril/2013)

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(W176): Classe A - modelo chega para rejuvenescer a marca no Brasil (Abril/2013)

Mensagem por Adilson Azevedo em Sab 06 Abr 2013, 12:28



A Mercedes-Benz resistiu, mas acabou aderindo. Por quase 20 anos, a
marca alemã insistiu em apostar no monovolume Classe A como modelo de
entrada para sua linha de automóveis. Foram duas gerações e poucos
resultados. Agora, decidiu que vai seguir a mesma linha de ação das
rivais-espelho BMW e Audi.

Seu modelo mais barato continua sendo o Classe
A, só que agora ele é um hatch médio, pronto para bater de frente com
Série 1 e A3. Com essa decisão, a mais antiga das marcas alemãs passa a
focar um consumidor mais jovem. O público que buscava no antigo Classe A
um modelo familiar de menor custo fica a cargo da station Classe B, com
quem o Classe A divide plataforma, motores e câmbio.



Ser de menor custo na linha Mercedes está longe
de significar acessível. O Classe A começa em “marqueteiros” R$ 99.900
na versão Style e vai a R$ 109.900 na Urban. As duas são muito
semelhantes. Trazem sob o capô o propulsor 1.6 turbo de 154 cv
gerenciado por um câmbio automatizado de dupla embreagem de 7 marchas. A
proposta estética segue também a lógica dos rivais.

O Classe A tem linhas bem marcadas, que buscam
emprestar robustez e esportividade ao modelo. A frente é dominada por um
gigantesco exemplar da estrela de três pontas. Os faróis bojudos trazem
leds na borda superior e deixam a cara do hatch bem “enfezada”. O
perfil é marcado por dois vincos fortes – um ascendente e outro
descendente – e também pelo conjunto dos vidros, que formam um arco. A
traseira, apesar de ter linhas harmoniosas, não tem personalidade
marcante. Poderia tanto ser de um Mercedes como de uma outra marca
qualquer.



De qualquer maneira, as linhas do Classe A
defendem bem o projeto de rejuvenescimento da marca. Mas o recheio só
poderia se enquadrar nesse conceito no caso de apostar que os jovens não
ligam muito para conforto. Neste quesito, o conteúdo do hatch não é dos
mais generosos, apesar do preço. Tem ar-condicionado automático, por
exemplo, mas com apenas um controle de temperatura.

Os bancos são tipo concha, “ligeiramente”
esportivos, mas os ajustes são manuais e o revestimento é parte em
tecido, parte em couro sintético. O sistema de entretenimento possui uma
tela 5,8 polegadas, no alto do console central, mas o controle é
através de um grande e antigo botão giratório no console entre os bancos
– até carros bem menos sofisticados usam sistema touch.



Pelo menos, esta espécie de desapego não
atingiu a segurança. Boa parte do arsenal que a Mercedes-Benz dispõe
nesse aspecto foi introduzido no Classe A. Ele traz, por exemplo, 7
airbags – um deles para o joelho do motorista –, controle de
estabilidade e tração, sistema de secagem de discos e pastilhas de freio
em caso de chuva, retardo de liberação de freio em rampas, espelho
eletrocrômico, volante multifuncional, sistema isofix para cadeirinha de
crianças, etc. No caso da versão Urban, há ainda faróis de xênon e day
ligth em led – que segundo a marca faz as vezes de faróis de neblina.

A posição de topo de gama da versão Urban não
deve durar muito. Ainda no primeiro semestre a marca deve iniciar a
importação da “violenta” A45 AMG, que tem motor turbo de 2.0 litros com
360 cv. Não será, claro, um modelo de vendas. Já para as duas versões da
A200, que chegam nas lojas em meados de abril, a marca espera que
emplaquem cerca de 200 unidades por mês, sendo que 80% da versão mais
completa.



É um prognóstico conservador. Mesmo assim, se
realizado, daria uma participação superior a 30% do mercado classificado
pela marca como “compactos de marcas premium alemãs”. Audi e BMW não
saem mais da mira da Mercedes.

Primeiras impressões - Novos valores


Porto Feliz/SP – Não há qualquer rasgo
de ousadia nesta entrada da Mercedes no segmento de hatches médios –
considerado compacto pela marca. O modelo seguiu à risca os preceitos
aplicados pelas rivais diretas. E é exatamente isso que surpreende no
Classe A.

Mesmo sendo um carro dirigido a um público
menos abastado e mais jovem, ele não foi vítima de má vontade de
projetistas e engenheiros. Ao contrário. O Classe A impressiona
favoravelmente no acabamento – é melhor que o do Classe C –, no design
interno e cuidado com os detalhes.



Na versão Urban, única disponível no
lançamento, há arremates em cromo nas saídas de ar, puxadores e
maçanetas das portas e no console central. Algumas áreas são em plástico
tipo laca e as áreas de plástico têm texturas e aspecto agradável,
apesar de todas serem superfícies rígidas. Segundo a marca, o acabamento
é resultado de uma nova técnica construtiva, que melhora o visual e não
onera o produto final.

De qualquer forma, o ambiente criado é bem
aconchegante. E os bancos tipo concha, com encosto integrado ao apoio de
cabeça, recebem bem os quatro ocupantes que vão nas janelinhas. O
quinto elemento, que fica atrás no meio, não tem nem mesmo um assento
moldado para acomodá-lo decentemente.



A cabine não é das mais amplas. Há espaço
apenas suficiente para joelhos e cabeça e o caimento acentuado do teto
em direção à traseira “fecha” um pouco a paisagem de quem vai atrás.
Aliás, a qualidade de vida a bordo para os ocupantes da dianteira é
muito superior também em relação ao ruído interno. Em velocidade de
estrada, o barulho do pneu no asfalto e do vento impedem uma conversa em
tom normal. Quem vai na frente nem se dá conta disso.

É ali, inclusive, que as boas qualidade de um
Mercedes conseguem aflorar plenamente. O motor 1.6 de 154 cv tem torque
máximo de 25,5 kgfm entre 1.400 e 4 mil giros. Isso significa que o
propulsor está sempre disponível para retomar ou acelerar. Mas o ganho
de velocidade mais forte vem nas proximidades da potência máxima, em
torno de 5 mil giros. Ali o Classe A mostra ferocidade e agilidade.



A suspensão, com vários componentes em
alumínio, fornece um alto nível de neutralidade ao hatch, enquanto o
câmbio automatizado de dupla embreagem acompanha bem uma tocada mais
esportiva. Mas as passagens de marcha não são das mais rápidas. Esta
característica, no entanto, é uma boa causa. Mal dá para perceber as
mudanças, tal a maciez de operação do câmbio. Afinal, mesmo que o Classe
A seja para jovens, ainda é tem de responder à tradição de elegância e
suavidade da Mercedes.

Ficha técnica - Mercedes-Benz Classe A


Motor: A gasolina, dianteiro, transversal,
1.595 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro,
turbocompressor, intercooler, comando duplo no cabeçote. Acelerador
eletrônico e injeção direta.

Transmissão: Câmbio automatizado de dupla
embreagem com sete marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira.
Oferece controle de tração.

Potência máxima: 156 cv a 5.300 rpm.

Aceleração 0-100 km/h: 8,3 segundos.

Velocidade máxima: 224 km/h.

Torque máximo: 25,5 kgfm entre 1.250 e 4 mil rpm.

Diâmetro e curso: 83,0 X 73,7. Taxa de compressão: 10,3:1.

Suspensão: Dianteira independente do tipo
McPherson com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra
estabilizadora. Traseira independente do tipo four-link com molas
helicoidais e amortecedores hidráulicos.

Pneus: 205/55 R16 (225/45 R17 na versão Urban).

Freios: Discos ventilados na frente e sólidos atrás. Oferece ABS de série.

Carroceria: Hatch em monobloco com quatro
portas e cinco lugares. Com 4,29 metros de comprimento, 1,78 m de
largura, 1,43 m de altura e 2,69 m de entre-eixos. Oferece airbags
frontais, laterais, de cortina e de joelho para o motorista.

Peso: 1.370 kg.

Capacidade do porta-malas: 341 litros.

Tanque de combustível: 50 litros.

Produção: Kecskemét, Hungria.

Lançamento mundial: 2012.

Lançamento no Brasil: 2013.

Itens de série:

Versão Style: Airbags frontais, laterais, de
cortina e de joelho para o motirsta, controle de estabilidade e tração,
sistema de detecção de fadiga, ABS, bancos de couro, start/stop, rodas
de liga leve de 16 polegadas, acabamento interno em cromo prateado,
volante multifuncional, sistema de entretenimento com tela central de
5,8 polegadas, ar-condicionado automático, computador de bordo e cruise
control.

Preço: R$ 99.900.

Versão Urban: Adiciona rodas de liga leve de 17
polegadas, escape com saída dupla e ponteiras cromadas, grade dianteira
prateadas, faróis bixenôn com led, painéis das portas revestidos em
couro, acabamento interno com padronagem diamente e painel de
instrumentos com fundo branco.

Preço: R$ 109.900.

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Re: (W176): Classe A - modelo chega para rejuvenescer a marca no Brasil (Abril/2013)

Mensagem por AEP em Sab 06 Abr 2013, 14:18

Dúvida: vem com runflat. Podemos trocar por pneus normais após o fim desses? É bem verdade que é arriscado, pois não tem estepe. Mas se for para usar só na cidade, fica igual ao Smart.
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Re: (W176): Classe A - modelo chega para rejuvenescer a marca no Brasil (Abril/2013)

Mensagem por rxavier em Sab 06 Abr 2013, 17:52


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